Gincana na conexão Cingapura
Já sabíamos com antecedência que o dia hoje iria ser movimentado. Isto porque a parada em Cingapura nada mais era do que uma estratégia para quebrar o longo trecho que nos separava entre Shanghai e Colombo.
Tínhamos 16 horas para visitar novamente a cidade país que já tivemos a oportunidade de conhecer outras três vezes. Daí planejamos algo parecido com um programa de televisão da National Georgraphic - que eu adoro - que é o seguinte: Um casal recebe a “missão” de chegar em uma cidade desconhecida e tentar descobrir alguns locais de interesse através de o envio de algumas charadas enviadas via mensagem de texto do celular. O objetivo é tentar matar as charadas e encontrar os cinco lugares indicados em menor tempo possível. Se for bem sucedido o prêmio será uma estadia de uma semana na cidade. Caso contrário, o casal toma de volta um vôo de volta para casa à noite no mesmo dia em que chegou.
Bom, conosco não foi exatamente assim, mas a nossa estada era de fato algo parecido com uma gincana, ou seja, tentaríamos passar pelo maior número de lugares interessantes na ilha. Antes disso, resolvemos dar uma boa descansada no hotel.
O hotel que reservamos (Ambassador Hotel) se encontra dentro do próprio aeroporto de Changi – lá existem dois hotéis na verdade – um no terminal 1 (Empresas Internacionais) e outro no 2 (Singapore Airlines) – ambos localizados no terceiro andar do terminal de embarque, antes de passar na imigração.
O quarto do hotel tem janela para a pista do aeroporto conforme se vê na foto. O quarto é confortável e tem piscina, jacuzzi, academia de ginástica, sauna. Você pode achar estranho tudo isto, mas em se tratando do aeroporto de Cingapura não é. O aeroporto de Cingapura foi eleito no ano passado o melhor aeroporto do mundo na categoria serviços e free shop. Cingapura, faz de tudo para atrair visitantes que precisam fazer conexões entra a Oceania e a Europa ou em distâncias mais longas dentro da Ásia como é o nosso caso.
Daí eles investem em tudo o que se pode imaginar para o passageiro ter muito conforto durante a estada da sua conexão. A sensação é que você desceu em um Shopping Center enorme com direito a Jardim Zen para relaxamento, spa, bares ao ar livre com jardins, internet em altíssima velocidade wireless gratuita ou em inúmeros spots com vários micros de acesso gratuito ou para plugar laptop. É muito conforto e conveniência! Por causa disso consegui experimentar situações inusitadas como estar assentado em uma confortável poltrona tomando um café da manhã, falando pelo telefone com amigos através do meu notebook, via acesso a Internet sem fio, com uma qualidade fantástica e pagando quase nada por isto.
Depois de um merecido descanso e renovado pelo banho, buscamos informações na central de turismo, pegamos um táxi e fomos direto para a primeira parada. O Merlion, que é o símbolo de Cingapura, um leão com cauda de Peixe que fica jorrando água na beira do calçadão em frente ao mar. É bom esclarecer que embora Cingapura seja uma ilha não existe praia.
O que mais chama atenção em Cingapura é convivência de etnias distintas. Os habitantes daqui se dividem entre chineses, malaios, indianos e europeus. Apesar de o inglês ser uma língua falada por todos, existe uma língua local chamada Kristang que tem várias palavras idênticas ao Português. Quer um exemplo: Casamento é Kazamintu, tentação é tentashang, trabalho é sibrisu, coração é kurasang. Acho que deve ser alguma coisa parecida com o papiamento falado nas Antilhas Holandesas – que tem certa afinidade com o português - pois aqui também teve influência de colonizadores holandeses.
Depois do Merlion, já na hora do almoço fomos a um lugar muito tradicional daqui, um Food Court. Existem vários Food Courts espalhados pela cidade. São locais públicos cheios de box onde as pessoas fazem fila para escolher um infinita variedade de pratos da cozinha malaia, chinesa, indiana e do sudeste da Asia. A comida de Cingapura é conhecida por esta variedade de estilos. Fomos ao Amoy Sreet Food Center, na Maxwell Road. Neste local, localizado no cetro financeiro da cidade, vimos várias pessoas que haviam saído para almoçar fazendo filas para esolherem muitas coisas boas. A dica que nos passaram para facilitar a escolha é simples. Com tanta opção, escolha o box onde tiver a maior fila, certamente não haverá roubada.
Depois formos a parte Indiana da cidade chamada Little Índia atrás de alguns templos Hindus, seguindo pelo Chinatown – já decorado para o ano novo chinês que se comemorará dia 28 de janeiro, por falar nisto o próximo ano será o ano do cachorro.
De lá fomos para a Orchard Road que a avenida principal do comércio local, com shoppings imensos onde se encontra de tudo e vivem constantemente lotados. Parece que a sacolagem é o esporte principal da ilha. Terminamos nossa visita pelo Clark Quaye, um local muito interessante. Situado na beira de um canal que vai desaguar no mar, existem inúmeros bares que ficam lotados à noite. É onde o agito noturno daqui acontece, recentemente foi inaugurada a discoteca Ministry of Sound, cuja sede é em Londres. Vale a pena!
A temperatura aqui em Cingapura é sempre a mesma. Como a cidade está localizada quase na linha do Equador, o normal é que se faça um clima quente e úmido com pequenas pancadas de chuvas passageiras.
Voltamos para um passeio no Shopping Changi (digo, aeroporto) e ainda descansarmos para tomar um vôo para Colombo que saiu pontualmente às 22:20.
Foram três horas e meia de viagem, compensadas por 2 horas a menos de fuso. Foi a despedida da Singapore Airlines, quem sabe na próxima vez teremos a chance de voar no A380 ???
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