Agora completamos a nossa ultima parada do roteiro chamado triangulo dourado na India (Jaipur, Agra e Varanasi).
(Saímos de Delhi por volta das 11 horas, o vôo para variar atrasou - como atrasam vôos por aqui - deve ser por causa de tanta fiscalização nos aeroportos).
Chegamos a Varanasi com a tarde livre, o que de fato em uma viagem como esta nem sempre acaba sendo um período de ficar com pernas para o ar.
Por que Varanasi? Dentre as três cidades do triangulo dourado, Varanasi é a que têm características mais diferentes equiparando-se a Veneza: Não há no mundo outra igual.
Esta conclusão a que chegamos depois de participarmos de um espetáculo ao por do sol no Ganges ouvindo os mantras em sânscrito de uma beleza inenarrável. Ali não se sabe o que existe de mais esplendoroso: Se o conjunto de luzes, o tocar dos sinos, o aroma perfumado dos incensos ou as inúmeras oferendas de flores vermelhas e alaranjadas junto com uma pequena vela que flutuam no rio iluminando em múltiplos a escuridão.
O ritual se desenvolve sete plataformas do Gath Dashaswamedh Shat (cuja tradução é orelha do rio), onde em cada uma delas os bramas (sacerdotes hindus) fazem orações com uma coreografia bem ensaiada, usando vários adereços, como uma pirâmide de fogo, um espanador, e outra porta incensos enormes onde são queimados incensos de sândalos.
Aqui em Varanasi existem vários Gaths ao longo de cinco quilômteros. Uns são utilizados para entoar mantras e cerimônias religiososas e outros para cremação. Varanasi é uma das cidades mais ântigas do mundo com cerca de 3500 anos. ANtigamente chamava-se Benares.
Por outro lado, a multidão extasiada com as mãos postas os olhos fechados, demonstravam uma fé congênita, a que nos associamos orando solidariamente pedindo para os nossos os mesmos anseios que aqueles junto de quem nos assentamos.
Que linda mistura esta, entre dois cidadãos do outro lado do mundo, tomados do mesmo fervor e de idêntico respeito como se houvéssemos sido criados as margens do Ganges banhando-se em suas águas e depurando-se dos nossos pecados, tomados do propósito de não mais incorrer nas faltas do dia anterior.
Ao final do espetáculo que durou uma hora, somos instigados por algumas crianças a colocar nas águas do Ganges oferendas que irão marcar nossa presença e o agradecimento pela Ganga Ma - ou Mãe Ganges - como eles dizem aqui.
Não foi fácil colher fotografia naquele local, diante da escuridão e do acumulo de crianças que ali se postavam.
Logo que chegamos, procuramos nos informar sobre um no por do sol na beira do Rio. Fomos avisados que não seria problema conseguir ir.
Apos um breve descanso e um ótimo almoço de comida Indiana no Hotel Radisson onde estamos hospedados - destaque para um pão de queijo fantástico chamado Nan - saímos com um guia para conhecer o mercado local.
Nosso hotel fica a uns cinco quilômetros da beira do rio onde tudo acontece. O mercado não fica longe da li. O trecho entre o hotel e o mercado tem um transito caótico. Mas não pense que e' de carros somente...
As ruas são muito estreitas, sem calcada e o nosso motorista vai buzinando de 30 em 30 segundos para abrir caminho entre pedestres -alguns sadus - que são os indigentes indianos que se vestem de alaranjado que não se casam, não tem casa, ficam perambulando a pé pela rua onde dormem, e são ajudados pelo povo que lhes da' comida. Alem dos sadus tem de tudo, varias vacas, búfalos, riquichas, bicicleta, motos, tuk, ambassador e por ai em diante.
Lembro de ter passado na praça principal de Varanasi que e' uma espécie de rotatória e tinha um doido, que segundo o guia todo dia fica em cima de um pedestal fingindo que esta' controlando o transita. Tirei até uma foto da figura, confiram... E' patético!
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