Chegamos em Colombo no Sri Lanka, depois de um vôo muito tranqüilo poucos minutos depois da meia noite.
A temperatura era a mesma de Cingapura, cerca de 25 graus, o que era ótimo para quem até um dia antes estava enfrentando frio, vento e chuva em Shanghai.
Esta seria a nossa única parada planejada em um lugar abaixo do hemisfério sul. Voltar a usar camiseta e short foi ótimo.
Na chegada, já percebemos que havíamos chegado em um país exótico, pois era comum ver vários homens de saia, com chinelo de dedo, mulheres de sari ou com véus mulçumanos só que coloridos.
O aeroporto é bom, chamou-me atenção que o free-shop daqui vende objetos de casa qe só se encontra em grandes lojas como máquina de lavar roupa, fogão, ferro de passar e o por aí vai.. A imigração foi tranqüila, o guia nos aguardava na saída do desembarque.
O desembarque foi meio confuso com aquela tradicional abordagem de pessoas querendo carregar suas malas em troca de um trocado, mas nada muito agressivo. O Caminho do aeroporto ao hotel é longo (cerca de 1 hora), mas isto se deve ao fato de que em Sri Lanka 60 km
Isto foi a primeira coisa que aprendi aqui. Não se pode calcular o tempo de deslocamento quanto aos padrões que estamos acostumados. É um choque muito grande, o que torna esta viagem ainda mais especial. Se há dois dias atrás gastamos em Shanghai exatos 7 minutos e 20 segundos para cobrir uma distância do aeroporto para cidade. Aqui trecho semelhante foi gasto em 1 hora e 15 minutos. Que terra de contrastes!
Chegamos ao Hotel Cinanmon, que no passado já foi o Intercontinental de madrugada, o suficiente em descansar para curtir o city tour do dia seguinte.
06/01
O hotel é excelente, o café da manhã é um mix de café europeu, com comida indiana e do Sri Lanka. Já era possível tomar até água de coco ! ( detalhe, o coco daqui é amarelo).
Saímos de carro com o nosso guia e motorista Sebastian – meu pai tinha que arrumar um motorista com nome Sebastião até aqui n Sri Lanka ! ... O engraçado deste guia é que ele parece aqueles bonequinhos que tem um pescoço de mola, quando ele conversa conosco ele fica parada mas só balança o pescoço de um lado para o outro, muito peça.
Aqui no Sri Lanka, a língua e o alfabeto oficial é o Cingalês, embora no norte seja falado também o tamil. Entretanto, todo mundo fala e compreende bem o inglês que é obrigatório nas escolas. O Sri Lanka é um país com 19,6 milhões de habitantes (cesso de 2002), Colombo é a capital como 4 milhões de habitantes.
O povo daqui tem uma cor morena bem escura, o país é essencialmente budista (80%), embora exista uma minoria muçulmana (7%), católica (7%) e outras crenças (6%).
Começamos o city tour pela parte mais tradicional em qualquer país.. parlamento, monumento para independência, etc... Só que não viemos aqui para isto ! Queremos ver coisas diferentes, templos, gente, hábitos, etc... Tivemos que dar uma chamada no guia para ele se tocar... Daí nos levou a um lago artificial no centro da cidade com um templo budista, depois na costa do Oceano Índico.
O interessante é que, a exemplo de Havana, apesar de estar em frente ao mar, no centro de Colombo não existe praia, apenas um paredão onde bate o mar. El Malecón de Colombo. Embora tivéssemos sido informados que existem belas praias com resorts ao sul e ao norte da ilha.
O povo parece bem dócil e humilde, o que sempre acontece em países budistas. Fomos almoçar em uma restaurante de comida típica do Sri Lanka, o Raja Bojun em frente ao Hotel.
Confesso que antes de pensar o que eu iria comer, me chamou mais atenção logo que entrei no restaurante, que era muito chique diga-se de passagem foi ver o povo comendo com a mão aqueles pratos cheios de curry, peixe e galinha... Estranho isto, muito estranho... Diga-se de passagem, só se usa a mão direita para comer, pois a esquerda é para outras necessidades...
A comida é boa, vegetais, peixe e carne, o difícil é acertar a mão no tempero. A pergunta para o garçom é sempre a mesma. Is it spicy ? Very spicy or mild? (É apimentado? Muito ou pouco). Ainda sim, tínhamos que lembrar que o pouco deles ainda poderia ser muito para nós.
Mas ainda assim eu gostei bem do tempeiro, embora não arriscando muito. A cerveja local é Lion Lager. Depois do almoço demos uma merecida descansada e em seguida, meu pai estava insatisfeito com o que havia visto no tour de manhã cedo e queria mais aventura.
A opção foi pegar um tuk tuk – para quem não sabe é aquela motoneta triciclo – aqui ela é importada da índia e bastante utilizada por causa do seu preço. Custa cerca de Us$ 2000. A
Para nossa grata surpresa pareceu que o motorista de tuk tuk conseguiu entender melhor o que queríamos ver do que o guia na parte da manhã. De saída nos levou para um templo hindu, muito interessante, com a sua entrada cheia de estátuas em uma torre. Embora eu entenda muito pouco de hinduísmo, só de olhar aquela torre cheia de divindades, eu fiquei em transe.... (veja a foto!)
Em seguida, nos levou a um belo templo budista. Neste local, me chamou muita atenção a paz transmitida pelo ambiente... (continua depois com o Orfanato dos Elefantes e Kandy).
Primo e tio,
a passagem por Sri Lanka deve ter sido fantástica. Muito engraçado é a cultura desses povos em só comer com a mão direita. Cultura é cultura!
Abraços
Posted by: Livia Ateniense | 10-01-2006 at 18:39:32 America/Sao_Paulo