Nihao Shanghai = Oi Shanghai!
Acordamos cedo por volta das 6 horas, tomamos café no quarto nosso motorista já estava de prontidão para nos levar ao aeroporto internacional de Incheon que é uma outra cidade perto Seoul, cerca de 1 hora do centro. O trajeto da volta foi mais rápido. Nesta época do ano clareia tarde e só começa ficar claro por volta das 07h30min da manhã e a cerração é pesada. Durante o percurso que eu não tinha percebido na vinda, pois estava apagado, percebi que até o aeroporto fomos ladeando um rio com inúmeras pontes, destacando-se uma enorme no estilo “golden gate” já próxima ao aeroporto.
O embarque foi tranqüilo, o aeroporto de Incheon é imponente muito moderno, com mais de lojas no free shopping vendendo produtos de artesanato e comida coreana (muito ginseng e kimchi, claro...), além das lojas tradicionais de grifes e de eletrônicos com as mais recentes novidades em players mp3, câmeras digitais cada vez menores mais finas e aparelhos celulares de última geração predominantemente de marcas locais como Samsung.
O que mais me impressionou foi um telefone celular da Samsung que dá para ver vídeo e TV com apenas oito mm de espessura. A propaganda como se vê na foto mostra que o mesmo cabe dentro de uma carteira de dinheiro... Não demora muito deve estar chegando por ai. Além disso, tinha uns player minúsculos de mp3 de até 1 GB já com visor colorido, onde além de ouvir música e ouvir rádio, era possível também visualizar fotos, vídeos e ler texto.
Deu ainda tempo para reforçar o café da manhã na sala da Asiana (a companhia coreana que nos iria levar até Shanghai) na sala do vip do aeroporto, na base de miso soup, noodles, chá de ginseng e outras iguarias locais...
O vôo atrasou meia hora, mas foi muito tranqüilo. 1 hora e cinqüenta apenas. Chegamos a Shanghai que tem uma hora a menos de fuso (+ 10 horas em relação ao Brasil) por volta do meio dia.
Já tinha sido alertado pelo Cadinho que apesar de ter conhecido Shanghai em 89, era para eu esquecer tudo o que eu tinha em mente, pois a cidade havia explodido de tamanho, com muito mais atrações, uma vez que o governo chinês tinha investido muito para criar um grande pólo de negócios alternativamente ou quem sabe seguindo os moldes de Hong Kong.
Ele tinha toda razão, Shaghai era uma outra cidade totalmente desconfigurada (para melhor) em relação ao que eu conheci antes. A começar pelo enorme novo aeroporto de Pudong, o antigo onde desci ainda existe, mas apenas para vôos domésticos.
Na China, como não poderia deixar de ser tudo é grande. Encontramos com um guia local que nos esperava no desembarque chamado “Vitor” (é óbvio que chinês não nasce com este nome, mas eles escolhem um nome para ficar mais fácil de nos comunicar...), que fale bem espanhol.
Logo fui pedir a ele que ao invés de nos levar de carro para o centro eu gostaria de tomar o trem Maglev (obrigado pela dica Rogério...). Para quem não conhece, passear no Maglev deve fazer parte de qualquer passeio turístico em Shaghai por se tratar do trem mais rápido do mundo, chegando a fazer 431 km
por hora.
Já na saída da porta de desembarque tinham duas chinesinhas com uma placa na mão fazendo propaganda do trem escrito que o mesmo nos levaria ao centro em 7 minutos e 20 segundos! A distância era de 30 km
. Incrível não? Mas não é verdade... Não que o trem realmente fizesse os 30 km
em tão pouco tempo, mas como o Cadinho já havia me dito a estação de desembarque não fica no centro de Shaghai, a exemplo do que acontece em Hong Kong
quando se chega ao aeroporto de Cheap Lap Kok e de trem se vai até a Central Station. Aqui o local de desembarque fica ainda a uns 10 minutos de carro até o centro. O nosso guia colocou nossas malas na van e o motorista que o acompanhava nos esperou (ou melhor, aguardou a nossa chegada) na estação de trem. Bom mas o que interesse é sensação de andar de trem a 431 km
por hora.
Quem já andou de TGV, trem bala tem que imaginar que este aqui alcança quase o dobro de velocidade. Isto só é possível através de magnetismo, não existem trilhos ou rodas, o trem vai flutuando sobre magnetismo sobre o que seria um trilho (mas não é...). Veja pela foto um close que eu dei para se ter uma idéia de como é o sistema.
A sensação é incrível, pois parece que estamos flutuando em altíssima velocidade. Além de silencioso ele ganha velocidade muito rapidamente. Durante o trajeto o que mais me chamou a atenção foi o momento em que um trem cruza com o outro a cerca de 350 km
p/h em sentido contrário. O susto é grande com impacto do vácuo, mas dura só 1 segundo. Visualmente, meu pai nem percebeu que passou o trem no sentido contrário, apenas sentimos uma “pequena chupada” de vácuo no cruzamento de ambos.
Chegamos ao Central Hotel em Shanghai que está muito bem localizado no que eles chamam de “CBD” ou Central Business District do lado da Rua Nyangin que é a mais antiga de Shanghai.
Neste local, o que menos se lembra é que estamos em um país comunista, pois o comércio é intenso, com lojas de grifes de todas as principais marcas. Ficou claro que o exemplo de Hong Kong baixou por aqui, pois o que se vê é uma réplica do estilo de comércio que existe por lá com vários shoppings.
Saímos à noite para jantar no bairro francês onde se situam bons restaurantes, optamos pela Cervejaria Paulaner, que fabrica a sua própria cerveja sem dever em nada seja ao gosto ou a decoração de qualquer cervejaria da Baviera. Afinal de contas em matéria de copiar coisa dos outros o chinês é inigualável.
Voltamos ao centro e ficamos dando uma volta na de pedestres Nyanging, toda colorida com néons em escrito chinês, misturados com alguns Mc Donalds e Kentucky Fried Chicken, afinal de contas o mundo é globalizado né e aqui eles gostam muito de fazer um nigucim ...
É incrível como chinês gosta de néon, nesta região de Shanghai vários prédios são ornamentados com néons colorido em seus contornos, que ficam piscando alternativamente, fazendo com que tudo pareça um enorme parque de diversão. Nosso hotel inclusive (veja pela foto), fica bonito... ao estilo chinatown. Estamos hospedados no último andar (27) de onde se percebe uma vista muito bonita deste colorido impactante. O engraçado é que como ainda estou sofrendo um pouco com o jet lag e acordo bem cedo para escrever este blog percebi que de madrugada eles desligaram o interruptor na rua inteira e não tem ninguém na rua. O parque de diversão fechou e amanhã abre novamente...
3/1
Acordamos cedo e as 9 horas encontei o nosso guia no lobby para um city tour. Saímos inicialmente para conhecer a skyline de Shanghai, ou como nosso guia que fala espanhol denomina o Malecon (calçadão) de Shanghai que atende pelo nome de Bund.
Não fica longe do hotel, cerca de 10 minutos ou 5 quadras a pé. Deste local, na beira do Rio Amarelo, um dos maiores do mundo (lembrando que Shanghai está localizada no delta do Rio Amarelo), é possível visualizar um visual impressionante da parte nova da cidade chamada Pudong (ou seja ao leste do rio amarelo) Pu =amarelo em chinês.
O visual dos prédios impressiona pela imponência, principalmente se levarmos em conta que em 15 anos atrás este local era um pântano na beira de um rio. Eu mesmo me lembrava do Bund com o antigo prédio da alfândega na margem direita do Rio Pu, mas não me recordava, até porque não existia absolutamente nada na outra margem do Rio. Veja pela foto a quantidade de prédios que ainda são construídos ali. Para ser modesto, digamos que seja o bairro Belvedere de Shanghai.
Só que com algumas diferenças... A começar pela futurista torre de televisão com suas circunferências cor de rosa que se transformam em uma bola colorida à noite (lembram-se do parque de diversão ? ).
Dentre os arranha céus destaca-se o mais alto, o Jing Mao (em chinês significa ouro abundante) com 88 andares e 320 metros
de altura. Segundo o guia é o segundo maior do mundo em altura perde apenas para outro edifício em Taipé. O
seu observatório no último andar é possível ver uma vista completa da cidade. O elevador sobre os 88 andares em menos de 1 minuto (é o mais rápido do mundo). O detalhe interessante é que existe um hotel (Hyatt) dentro do prédio – do 55 ao 88 andar. Do observatório no 88 é possível ver o lobby no 55 através de um vão vasado, o que mostra um visual estonteante que parece o túnel do tempo (confira pela foto).
A pedidos depois fomos conhecer um centro de eletrônicos chamado Metro City (www.metro-city.cn) em Xu Jia Hin
que são dois shopping Centers de 8 andares só com as novidades tecnológicas. O local impressiona pois já estava acostumado com algo semelhante em Wanchai em Hong Kong
, mas aqui é maior e tem mais variedades.
Voltamos ao hotel onde almoçamos uma boa comida chinesa (diferente da do Brasil com dim sum e dumpings). Após um breve descanso retornamos ao passeio para conhecer os antigos jardins imperiais de Shanghai o Yu Yuan Garden. O local é muito bonito, e dá uma verdadeira impressão do que é a China. Ao descermos da Van somos impactados por uma rua lotada de chineses passando em suas bicicletas e motonetas, lojas vendendo artigos de boa sorte com um visual todo vermelho e dourado (as cores de boa sorte por aqui)
Os jardins são muito bonitos cheios de pagodas chinesas, com pequenos lagos cheio de carpas e cercada de muros cuja parte superior é em formato de uma cabeça de dragão com uma enorme cauda.
Do lado dos jardins existem várias ruas estreitas por onde se apertam milhares de chineses, conferindo lojas de souvenir e fazendo fila para comer dumpings, que um tipo de pastel chinês parecido com o giosa que estamos acostumados a comer em restaurantes japoneses.
Á noite fomos a um espetáculo tradicional e imperdível em Shanghai, a acrobacia. Existem vários teatros especializados nestes espetáculos, fomos indicados para um que está localizado ao lado do Hotel Ritz Carlton.
Não tenho palavras para descrever o que vi, basta conferir nas fotos para ver que impressionante é a acrobacia chinesa. O show é de 1h e 30 min, mas passa rápido. Diverti-me muito, aplicando as técnicas de fotografia que aprendi e acho que produziu algum resultado.
04/01
No último dia de Shanghai, amanheceu chovendo e bem mais frio com muito vento. Fomos informados que no dia seguinte ira nevar... Demos uma volta pelo centro e fizemos hora para ir ao Aeroporto à noite para embarcar para Cingapura.
Desta vez voltamos ao aeroporto de Pudong de Van e levou cerca de 40 minutos. O aeroporto é moderno e enorme, o vôo é noturno, durando aproximadamente 4 horas e 30 minutos até Cingapura. Como da outra vez o tratamento de bordo da Cingapura foi impecável e o 777 muito confortável. Chegamos em Cingapura ainda noite (cerca de 6:00 da manhã).
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